O Brasil precisa parar de premiar a exaustão e começar a valorizar a produtividade. Hoje, quem enfrenta jornadas mais longas ganha menos, tem menos tempo para estudar, se qualificar e acompanhar as transformações do mercado de trabalho.
"Então, no Brasil, eu costumo dizer que parece paradoxal, mas não é, quem trabalha mais ganha menos. E quem trabalha menos é mais produtivo. Como acreditar nessa tese que, de fato, hoje quem trabalha 44 horas e numa escala 6 por 1, comparado com quem trabalha na jornada de 40 horas e já numa escala 5 por 2, tendo a mesma escolaridade e a mesma função, quem trabalha mais ganha R$ 31.500 a menos. Então tá comprovado que os efeitos colaterais são extremamente positivos para o trabalhador. E como é que ele vai ter tempo também de se qualificar numa sociedade que daqui 10 anos ela será extremamente tecnológica?"
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O Brasil precisa parar de premiar a exaustão e começar a valorizar a produtividade. Hoje, quem enfrenta jornadas mais longas ganha menos, tem menos tempo para estudar, se qualificar e acompanhar as transformações do mercado de trabalho.